sexta-feira, 17 de julho de 2015

Não sei se é ou seria...


Lembro-me quando tudo que eu tocava simplesmente morria...
Por mais que eu enxergasse toda magia;
Era atraente a dor que eu sentia.

Lembro-me quando a vida era vazia...
Por mais que eu amasse a alegria;
Nenhuma cor me coloria.

Lembro-me quando a noite me servia...
Por mais sedutora que se fazia;
Era meu visceral que se vendia.

Lembro-me de quando a culpa me consumia...
Era a glória que eu merecia;
Filete de sangue escorria.

Tudo que eu tocava simplesmente morria...


quinta-feira, 16 de julho de 2015

BROKEN PIECE


Uma multidão alastrante. Sorrisos falsos. Desejos ardentes. Sonhos embalçados de suor.
Uma pitada de esperança consola o coração e transborda a talante.
Palavras trazem crenças e confiança.
Exemplos comprovam a veracidade mas não filtram os valores.
Sorrisos.
Não há sorte. Não há lástima. Não há desculpa. Não há falha. Não há impedimento.
Não há transparência.
Ânsia inerente à carne de que tudo fosse verdade.
Vontade imensa de permanecer na ilusão...
Saudade de como era bom ser parte...
Vestida no glamour, no destaque, na convicção, na alegria, na busca utópica...
Hoje eu posso ver os motivos rondando por cima de cada aura...
Cada pedaço partido sendo preenchido por uma quimera de promessa sem fim.