quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sem olhar a quem

Um dia.
Uma semana.
Um mês.
Um ano.
Uma década.
Uma vida.
Ás vezes aquela palavra engasgada, aquele sorriso contido, aquele abraço que gostaria de ser demorado, aquela lágrima que não caiu, o bem que foi ignorado e aquele amor que foi guardado demoram uma vida inteira para sofrer o reparo.
Abnegar o bem a si, é em si, fazer o mal à todos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

365

A Rubi andando pela casa.
Sozinha. Varanda. Cigarro. Choro.
Tomei antidepressivos na intenção profunda de melhorar, de me manter lúcida.
Chega o dia que temos que enfrentar nossos maiores medos, nossas maiores frustrações.
O que nos paralisa.
Já não choro mais... Não dormi...
É... Voltei a chorar...
Talvez não esteja tão estável.
Quando volto a escrever, estabilizo...
É muito vazio.
Não vejo sentindo em sair e comemorar um novo ano e dizer que tudo vai ser diferente para outras pessoas se o que mais tenho que mudar é quando estou somente comigo mesma.
Deus! Dê-me força pra que eu consiga me vigiar, ter foco e usar minha energia pro bem maior.
Não quero continuar me iludindo achando que consigo ser companhia, alegria, luz pra outras pessoas, sendo que não consigo ser pra mim mesma.
Será isso errado? Certo? Normal? Possível?
Queria alguma coisa pra poder dividir as coisas...
Será que eu sou tão egoísta a esse ponto?!
Só dividi comigo toda a dor e todas as marcas estão em mim.
Se forem divididas, também deixarei marcas em algum lugar?!
Como fazer isso sem causar nenhum dano à mim ou universo?
Bom... Já caminhei em brasa queimando e não me feri...
Se alguém, em algum lugar no mundo consegue, então... Eu também consigo!